Wednesday, April 23, 2008

Assembléia Distrital da Escandinávia (Clique aqui)

A Paz
Ide e fazei discípulos!
Deus nos abençoou grandemente na nossa primeira Assembléia Distrital do distrito de Escandinávia em Noruega, Oslo, no dia 19 e seguindo-se com um grande culto de adoração no Domingo. Cerca de 60 irmãos convidados incluindo crianças estiveram no evento e vimos um novo despertar para o nosso distrito. Aqui temos alguns fotos que marcaram a nossa Assembléia, de louvor e adoração, pregação, relatórios e confraternização. Recebemos visitantes da Dinamarca, Suécia (Irmão Henriquinho de Fajã e sua estimada esposa) irmãos de Polam, Director da zona Báltica Rev. Everet Tustin e sua esposa, que estarão nos ajudando no treinamento de lideres da igreja e a na plantação de novas congregações na região Escandinávia. Conosco esteve o Director do campo, Philipe MacAlister da Irlanda do Norte que presidiu a Assembléia, junto com o Superintendente do Distrito Rev. Kaj Ove. O desafio para o distrito é grande e um dos alvos é que todas as igrejas se tornem auto-sustento a fim de podermos desenvolver e encarar nova realidade ajudando novas congregações. Pedimos orações a todos os irmãos de Cabo verde e de mundo inteiro. É tempo de avivamento nos países de Escandinávia. Deus está no comando de todas as coisas e sabemos que a Obra é do Senhor. A nossa igreja brevemente estará recebendo o registro oficial do governo Norueguês e isto nos facilitará no avanço e crescimento da obra missionária em Noruega e toda Escandinávia. O tempo urge para todos nós e precisamos nos envolver com a obra e trabalhar para o Senhor. Precisamos olhar sim, mas mais do que olhar, precisamos trabalhar. Precisamos servir de coração envolvendo todo o nosso tempo, talento e mordomia. Deus nos deu a vitória porque ele mesmo decretou a vitoria sobre a sua Igreja desde o princípio. Somos nova geração que olha cada amigo como novo ganhador de almas e novo plantador de Igrejas. Sabemos também que Tanto Noruega, Dinamarca, Cabo Verde e os demais países à volta do mundo inteiro têm este Zelo e fervor de ver o Reino de Deus a se expandir....Enquanto a minha palavra não for pregada por toda parte não virá o fim!... Quem disse isso sabemos e a igreja sabe desta tão grande responsabilidade: Ide e fazei discípulos. Os irmãos de toda Escandinávia enviam cumprimentos a todos e pedimos as vossas orações.
No nome do Senhor Jesus Cristo.
Jorge Rocha
Ammerudveien 660958, Oslo Noruega
(Clique no título para ver fotos)

Congregação de Patim

A igreja de Patim foi oficializada em 1995. O trabalho começou bastante antes, sendo um dos primeiros arredores de São Filipe. Começou nos anos 50 com o saudoso Rev. Luciano de Barros. Muitos dos crentes na foto converteram sob o seu ministério.
Como se pode ver na foto, a casa de culto era de pedra e telha francesa. De lá para cá, as coisas mudaram muito. Hoje, em fase final de construção, já existe um templo condigno em Patim.
D. Zuvina, anciã com mais de 90 anos, já viu a sua bisneta a ser recebida como membro em Patim. D. Zuvina está de blusa azul-celeste na foto. Esta foto foi feita nos anos oitenta.
Se hoje existe uma boa congregação em Patim é porque no passado muitos homens e mulheres de Deus subiram Brandão acima, atravessaram Vicente Dias, desceram Penteada abaixo, escalaram Luzia Nunes, bebendo água em casa do Sr. Cristiano para se refrescarem, arranjaram fôlego e chegaram a Patim. Bem-aventurados todos os homens e mulheres que pregaram em Patim.
Deus abençoe a sua igreja em Patim.

Casal Brito

Os nossos irmãos Sr. Henrique e D. Marcelina são emigrantes e vivem actualmente em Gotemburg – Suécia. O casal Brito (Sr Henriquinho e D. Shau como são carinhosamente tratados pelos amigos), natural de Fajã de Baixo, São Nicolau, emigrou para Holanda no final dos anos oitenta tendo depois mudado para Suécia. Regularmente visita a terra para respirar o ar puro do Canto de Fajã. O irmão Henrique quando está em São Nicolau de férias não dispensa umas voltas na sua moto.
Sr. Henrique e D. Marcelina, Deus vos abençoe.

Nota: neste momento com esta nota editada pronta a sair, recebemos de Suécia uma chamada por telemovel do irmão Henrique. Grande coincidência. Muito obrigado pelas palavras que me dirigiu.

Tuesday, April 22, 2008

ALEGRA-ME A IDÉIA DE QUE VOCÊ EXISTE--José João Neves B. Vicente

A partir desse título retirado da experiência comum, vou refletir sobre o amor. Uma palavra usada com facilidade e, no entanto, raramente compreendida.
O amor representava para os gregos antigos, uma força universal capaz de manter unidos os elementos diferentes do mundo, de superar diferenças e conflitos e de dar ao mundo a unidade e a harmonia que garantiam a sua beleza e vida. O cristianismo viu no amor o laço que torna a humanidade uma única família, relacionando-a com o Pai Celestial, que é Deus. Essas idéias visavam, exclusivamente, reconhecer no amor o caráter de durabilidade, de eternidade, da superação das diferenças individuais e sua fusão num amálgama estável e definitivo, que distingue o amor das relações eróticas mutáveis ou passageiras, bem como dos caprichos ocasionais, das empolgações românticas do sentimento ou desejo. Assim, o mor não deve ser entendido como o vagabundear da emoção e da sexualidade, mas a chegada segura e definitiva. Dizer a alguém “alegra-me a idéia de que você existe” é, na sua essência, declarar-lhe seu amor. Mas normalmente as pessoas são felizes com a idéia de possuir o outro (e nesse caso não é o outro que elas amam, mas sim a posse dele), ou de serem amados por ele (e nesse caso não é ele que elas amam, mas sim seu amor), e é o que se chama paixão, sempre egoísta, sempre narcísica, e fadada unicamente ao fracasso: não se pode possuir ninguém.
Algumas pessoas afirmam que o amor significa a fusão íntima e total de dois seres humanos diversos. Ora, essa tentativa é, essencialmente, uma negação da realidade da pessoa e sua exigência de autonomia. O amor assim significa o seu próprio fracasso. Pois, cada um dos parceiros quer ser tudo para o outro, o que significa reduzi-lo a nada. É necessário ter em mente sempre a idéia de que amor entre humanos, na sua essência, não é uma unidade, mas uma união: a união entre dois seres diversos que livremente decidem compartilhar o mesmo destino, cuidar-se mutuamente, viver no calor de uma atração recíproca permanente e de um afeto terno e sincero sem vacilações. E é bom lembrar, numa união desse tipo, não há nada de automático, fatal e infalível. Mas sim, um equilíbrio que se pode alcançar, manter e corrigir com o passar do tempo e mudanças das ocorrências da vida, que não poupam a ninguém. Nas ocorrências da vida, podem surgir dúvidas, incompreensões ou mesmo conflitos face a diferenças das aspirações, dos gostos, bem como juízos que caracterizam inevitavelmente todos os seres humanos. Quero dizer que todas estas circunstâncias são provas pelas quais todo o amor deve passar e que pode vencer se é um amor. (clique no titulo para ler mais...)

José João Neves B. Vicente.
Filósofo, pesquisador, professor da Faculdade de Ciências e Educação de Rubiataba (FACER), do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz (IFTSC) e Editor da Revista Facer. E-mail: josebvicente@bol.com.br

Semana Especial da JNI – Achadinha

Começou, anteontem, domingo, dia 20 de Abril, em Achadinha a maratona dos jovens. É a semana especial que este ano tem como evangelista o Rev. Aderito Ferreira. Os jovens têm estado por semanas em preparativos. O único problema que ainda se coloca em Achadinha e não se sabe até quando, se prende com o espaço. A somar à exiguidade do espaço vem a temperatura interior do templo devido à cobertura metálica. Seja como for, durante esta semana, espera-se que a igreja esteja a transbordar na linha dos que têm sido as outras semanas especiais de JNI. Boa semana, jovens.

Mais uma Piroga

Foi encontrada numa praia deserta em São Nicolau uma Piroga que, à semelhança das outras, deve ter vindo com clandestinos da costa ocidental de África. Desta vez, ninguém foi visto. O barco improvisado foi encontrado vazio, anteontem, domingo, 20/04, na praia perto de Belém, município de Ribeira Brava. A polícia marítima esteve no local a tomar nota da ocorrência. Esta piroga, segundo a polícia, mede 13m de comprimento e 3,5 de largura. Foram encontradas algumas vasilhas vazias e outras 5 cheias de combustível. O motor Yamaha funcional encontrado não deixa dúvidas: Havia pessoas a bordo que poderão estar em São Nicolau ou então aconteceu algum transbordo. A polícia pediu à população que, se for visto algum movimento suspeito de pessoas, seja acionado o 132 de imediato.
Pelos vistos, clandestinos terão entrado no País a bordo de mais esta Piroga.
Sobre o que acontece nos nossos mares, nada ou quase nada se sabe. No princípio de Abril, o navio de passageiro “Barlavento” encalhou nas costas da ilha do Fogo. Tinha 10 passageiros a bordo como poderia ter 100 ou 200. Não se ouviu falar em inquérito para apurar responsabilidades. Como é que um barco de passageiro resolve ir de encontro à rocha e ninguém fala na causa do acidente. Houve alguma avaria nos equipamentos de navegação? Terá sido falha humana? O que realmente aconteceu? São seguras as viagens de barco que milhares de caboverdianos fazem nos nossos mares?
E com esta Piroga? Alguma investigação será levada a cabo para se apurar a verdade dos factos?
A resposta a estas interrogações tranqüilizaria o povo ilhéu.
Do mar, sempre veio boas novas para as ilhas. Os nossos poetas e compositores têm no mar uma grande fonte de inspiração. O mar é tão importante para o País que se criou o Ministério do Mar, mas o que temos visto é um Mar cheio de mistérios.
“Mar di canal bo é carambolento, bu carambolam, bu respinga na mi”

O problema pode residir em mim!

“A tomada de decisão é muito mais do que um momento final de escolha, trata-se de um processo complexo que implica investigação, análise, interpretação e reflexão”.

Existem diferentes tipos de pessoas, assim como essas mesmas pessoas enxergam, o mesmo objecto, de formas distintas. Sabia que nós vemos aquilo que determinarmos ver?
Certa vez, uma senhora, fazendo os seus deveres domésticos, avistou, através da sua janela de vidro, uma vizinha lavando e secando diligentemente as suas roupas. Imediatamente, chamou o marido dela para mostrar a cena. Ela disse para ele: essa nossa “amiga” não se envergonha de pendurar essas vestes sujas e mal passadas, credo! Ela não passa de uma “…L…”, deixou soltar um palavrão. Saindo à rua, foi de perto desvendar essa “pouca-vergonha”. Para o seu espanto, constatou que as roupas da sua vizinha estavam tão nítidas e perfumadas, de teor inimaginável. Voltou para dentro e “caiu a ficha”, por fim decifrou o mistério – a pouca-vergonha – o vidro da sua janela estava encardida...
Nós somos guiados por paradigma, que segundo James C. Hunter (2004:42) são simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que utilizamos para navegar na vida, que, na minha modesta opinião, são muitas vezes incertos e erróneos e que, consequentemente, nos leva a trilhar por itinerário muitas vezes incerto e desconhecido e a tirar ilações irreflectidas e desfasadas do real acontecimento. Na interpretação de qualquer conteúdo estão impregnadas, consciente ou inconsciente, as nossas impressões, não obstante a mensagem que o emissor almeja transmitir, facto este, que enriquece ou estorva o fluxo informativo.
Não sou especialista em oftalmologia, nem tão pouco noutra área medicinal, contudo posso considerar que entre observador e o observado existem múltiplos factores, internos (falta conhecimento, interpretação, problemas psicossomáticos e visuais, orgulho…) e externo (o outro, uma janela cujo o vidro está sujo, enfim…), que impendem uma nítida e perfeita visão.
Há quem só consegue enxergar problemas/caos e colocar defeitos nas outras pessoas, outros há, que fingem não ver nada, outros porém, para além dos problemas, que é notável, vêem oportunidades de mudanças, diversas possibilidades de recomeçar ou de crescer. Você pode, neste excerto ou neste blog, divisar apenas os erros, entretanto pode também tirar alguns benefícios não obstante os erros neles contidos.
Quantas vezes já não tomamos decisões precipitadas ou tirar ilações inexactas e erróneas relativamente àquilo que observamos de uma pessoa, do seu comportamento, da sua vivência? Quantas vezes já fomos enganados pela vidraça da nossa janela? Quantas vezes já concluímos que o problema não está nos outros, mas em nós? Eu me incluo nisso, cogito ser o momento de vermos, “com olhos de ver”, e corrigir os nossos erros, preparando para poder auxiliar os que de nós precisam e não censurá-los, para que futuramente não cometam os mesmos equívocos.
Fica o meu parecer: os nossos problemas não são maiores que a nossa determinação, eles são passíveis de resolução. Não apontemos o dedo para o outro, antes de analisarmos a nossa vida, para que não tenhamos o mesmo espanto da senhora. Não tomemos nenhuma decisão antes de… leia o início do texto.

ESTAMOS DE VOLTA