Thursday, May 8, 2008

Dia Global de Oração

Caros irmãos :

Saudações bem amigas.
No domingo, Dia de Pentecoste, há um programa mundial de oração. Aqui em Santiago, mais precisamente na capital, estaremos reunidos no cinema da Achadinha, pelas 17,00 horas.
Nós de Palmarejo estaremos presentes, com a ajuda de Deus.
Em Cristo,
Armando Sá Nogueira

Wednesday, May 7, 2008

Apresentação do livro "O mal do século"


É com imenso prazer que apresentamos aos leitores o livro "O mal do século", cujo autor é o nosso colunista José João Neves B. Vicente, Filósofo, pesquisador, professor da Faculdade de Ciências e Educação de Rubiataba (FACER), do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz (IFTSC) e Editor da Revista Facer

"O livro, O mal do século, é uma reflexão profunda e sistemática sobre a amplitude do massacre de homens feito por homens sob a falsa idéia da busca de uma sociedade perfeita liderada por Hitler (Nazismo) e Stálin (Comunismo). O livro mostra, ainda, como o seculo XX se transformou em um século de guerras e trincheiras, campos de concentração e arames farpados, prisões e perseguições, misérias e embrutecimentos, explorações e exterminações, mentiras, torturas, hipocrisias. Considerando o totalitarismo como o grande mal do século, o livro faz alerta para que os homens percebam que somente eles podem causar o mal aos seus semelhantes, assim como, tambem, são capazes de fazerem o bem e a segunda alternativa deverá ser sempre preferival. Afinal, devemos sempre lutar para preservar e defender a vida e a paz. Quem não preserva a liberdade e não defende a vida é um inimigo do mundo. Sempre quando o homem pensa, ele deve sempre colocar-se no lugar de todos os outros homens."

O livro foi publicado e é distribuido pela Editora Vieira, no Brasil.

Caso estiver interessado em adquirir uma cópia deste livro, queira contactor o nosso irmão José João Neves B. Vicente, pelo e-mail josebvicente@bol.com.br

Coluna do Dr. João Gomes

Neste período em que estou, no âmbito do Ministério dos casais da Igreja do Nazareno da Achada de S. António, a contactar vários possíveis locais para realizar o retiro anual da família, senti umas saudades enormes do vale de S. Francisco e dos acampamentos que ali se realizavam, principalmente dos dirigidos pelo «meu pai da fé», meu amigo e estimado irmão, Rev. Gilberto Évora. Também sinto saudades da juventude da Igreja do Nazareno da Praia, principalmente daquela dos meados dos anos 70, quando eu estava no início da minha adolescência!
Os acampamentos eram aguardados com tanta ansiedade que sentíamos um palpitar tão grande a modos de brotoejas na pele. Só de pensar em quem seriam os nossos companheiros nas tendas, nas pessoas que iríamos encontrar, qual seria o nome que daríamos aos dormitórios, quem seria o evangelista (daqueles que falam muito ou pouco?), enfim…, era o suficiente para nos dias anteriores, ficarmos sem dormir. E nunca os acampamentos deixaram de corresponder às nossas expectativas.
Efectivamente, sempre ficámos contentes com a distribuição das tendas e num acampamento memorável, fui acoplado ao Socorro Fontes (hoje Pastor em Mindelo), ao Victor Fontaínhas, ao Victor da D. Zizi e a mais um amigo cujo nome eclipsou-se da minha memória e a nossa tenda com o nome «mar del plata» ficou em segundo lugar na arrumação, actividade esta levada a cabo sempre com muita imaginação, deitando espantalhos nos catres e com folhas de palmeira a imitar as tendas dos emires e dos sheiks árabes. Fomos suplantados apenas por uma tenda (“Paloma Blanca”) de gente mais velha, composta pelo Guga Évora, Arlindo do Rosário e o Ney Bettencourt que tinham uma imaginação impar. Ah, e o colírio para os olhos que eram as campistas?! As nazarenas sempre foram bonitas, mas quem reinava como rainha absoluta dos nossos corações, era a “Kelinha” do Rev. Gilberto Évora que sempre foi a nº1 para nós, os adolescentes (e não só!). Nu tinha un fracu pa él! Eu, então…! Era só ela passar, que nós revirávamos os olhos, sonhando, sonhando…! Mas naquele tempo, a diferença de dois ou de três anos era muito e elas nem passavam cartão aos “garotos”. Quantas saudades!
Uma das características mais interessantes dos acampamentos de SF era a vigilância pretoriana do Rev. Évora que não dava um milímetro de possibilidade aos “cantores nocturnos” para dedicarem um verso às eleitas do coração, junto aos dormitórios delas. Quando pensávamos que ele estava a dormir, aventurávamos a sair das tendas e zás… uma luz da lanterna dele nos indicava de novo o caminho de volta para a caminha. E as desculpas de uma bexiga cheia também não pegavam. Quantas saudades! E que dizer dos saraus? Eram tantas as piadas, os sketches humorísticos, as paródias e as brincadeiras que o nosso abdómen chegava a pedir paz, pois já não podia contorcer-se mais com tantas gargalhadas. Igualmente, os evangelistas eram sempre bem escolhidos e tocados pelo Senhor, sendo raros os acampamentos em que não se convertiam pessoas, para o resto da vida. Eu sou uma delas! Quantas saudades!
Curiosamente, nos melhores acampamentos e sempre nos últimos dias, chovia torrencialmente, transformando todo o espaço num enorme lamaçal, dado o chão ser de terra batida. Depois de uma semana de enriquecimento espiritual fabuloso e de uma actividade lúdica formidável, estaria Deus a provar-nos? Não sei! Mas do que me lembro é de nunca essas intempéries terem feito mossa em nossa genuína alegria. Bem pelo contrário! Havia uma enorme solidariedade mútua, rapazes carregando as moças nas costas até o transporte, com a lama pelos joelhos, ajudando-as com as bagagens (as delas sempre em numero incrivelmente superior ao de toda a gente) e depois delas e dos casais pastorais estarem já a caminho da Praia, os rapazes e os rapazitos, ficavam para limpar tudo e esperar pelo próximo transporte. Numa ocasião, estando o camião a demorar, regressámos à Praia a pé, por S. Tomé e pelo caminho que ia ter ao aeroporto. Quantas saudades!
Que dizer, então, da juventude da Igreja da Praia desse tempo?! Quantas linhas sobre ela poderia eu escrever?! Como ela era dinâmica! Quanto talento! Dessa leva saíram muitos dos pastores e bons pregadores de hoje, inclusive o actual Superintendente Distrital. O Rev. Gilberto mantinha-a sempre em actividades, quer na igreja, quer fora dela! Quase que diariamente tínhamos actividades recreativas no salão da igreja, com muitos comes e bebes. Nas semanas de juventude, a Praia quase que parava, com a igreja repleta de gente e com musica e instrumentistas da melhor qualidade, muitos deles já com cds gravados. Numa dessas semanas juvenis, eu e o Djói Ferro conseguimos num só dia, recolher para o nosso grupo cerca de 30.000$00 junto às casas comerciais, e isso nos anos 70. Nos concursos bíblicos, a saudosa Fanny Araújo não dava hipóteses a ninguém! Quantas saudades! Por vezes, sinto vontade de imitar a grande fadista Amália Rodrigues e cantar «oh tempo, volta p´ra trás»! Recordar é viver!
João Gomes

Juniores da igreja da Praia


Esta foto data dos anos 60. É de um grupo de juniores a cantar na plataforma da igreja da Praia.

A legenda é nos praticamente impossível por não termos podido identificar nenhuma cara. Se houver quem nos puder ajudar, agradecíamos.

Este é mais um capítulo da nossa rica historia.

Tuesday, May 6, 2008

Mau tempo afunda navio "Musteru" ao largo de Porto Mosquito

O N/M Musteru afundou-se esta noite, 6, ao largo de Porto Mosquito, ilha de Santiago, enquanto ia de viagem para a ilha do Fogo. Segundo a Capitania dos Portos, as causas do acidente está no mau tempo dos últimos dias em Cabo Verde e tal como o “asemanaonline” apurou, a carga que seguia na embarcação correu para um dos bordos, o que fez a embarcação "adornar" (desequilibrar-se), dando origem à sua inundação. A tripulação viu-se obrigada a deixar o Musteru e evacuar os 109 passageiros que seguiam a bordo.
O capitão dos Portos, João de Deus de Carvalho, explicou ao “asemanaonline” que o navio afundou-se depois da carga que transportava ter tombado para um dos lados devido à forte ventania que se fazia sentir. A água começou a entrar no Musteru e a tripulação não teve outra alternativa senão abandonar o barco e salvar as 109 pessoas que seguiam para o Fogo. Ninguém ficou ferido durante o acidente nem durante a operação de salvamento.
A Capitania dos Portos mandou um rebocador esta manhã ao local, mas não conseguiu salvar o Musteru. Entretanto os passageiros já foram encaminhados para a Cidade da Praia. A carga também se perdeu juntamente com o navio.
O navio Musteru pertence à Agência Polar e esta é a segunda embarcação a ficar inoperacional num espaço de dois meses, depois do Barlavento ter encalhado na ilha do Fogo. Este acidente vem agravar a comunicação e o transporte entre as ilhas já que era este barco que assegurava as ligações com Maio, Fogo e Brava.
(in asemana.cv)

Sr. António de Pina

Sr. António era um nazareno de gema. Ele era natural do Fogo, residiu alguns anos em Assomada e depois passou a residir na cidade da Praia. Ele era casado com D. Adelinda, natural da Brava. A D. Adelinda vive actualmente nos EUA e cuida dos netos.
Quando a família mudou residência para Praia, o primeiro banco da igreja da Praia era reservado para a família do Sr. Antoninho de Pina.
Sr. Antoninho, como era conhecido, serviu a Deus até a morte. A revista “Arauto de Santidade” e o livro de lições da Escola Dominical “Caminho da Verdade” traziam muitas ilustrações e fotografias da sua autoria.
Hoje, o nosso querido irmão Sr. Antoninho está na Glória com o Senhor. Ele viveu e morreu com Deus. Ele deixou uma herança valiosa à sua família, pois a boa notícia que temos é que todos os filhos são fieis a Deus.
D. Adelinda vive cercada de netos que a amam intensamente. Os filhos têm-na coberta de amor e carinho. Por ser natural da Brava, ela tem fresquinha na língua o sotaque de Djabraba.
De recordar que Sr. António e D. Adelinda são pais do nosso conhecido irmão Higino de Pina.
De Cabo Verde, enviamos um abraço de saudades e amizade à família De Pina.
Este é mais um capítulo da nossa rica história.
(veja muitas fotos desta família na próxima semana)

Monday, May 5, 2008

PENSAR A CULTURA- José João Neves B. Vicente

O uso da palavra cultura a torto e a direito, em todos os lugares e contextos, e a respeito de qualquer coisa, significa que o seu sentido original desapareceu ou está em vias de desaparecimento. Hoje se entende que tudo é cultura ou fator de cultura.
Ao longo do século XIX, com o “desenvolvimento da produção econômico” e do “culturalismo sociológico”, o termo francês civilização, que na sua essência, exprimia a civilidade dos costumes das pessoas da Corte e os progressos das Luzes, foi substituído pelo termo alemão Kultur, de conotação coletiva e social. Desde de Tylor (em 1871) até a escola culturalista americana (com Ruth Benedict, Ralph Linton e Margaret Mead), o que se viu foi uma tentativa para acostumar as pessoas com a idéia de uma cultura modelo que, numa determinada sociedade, é capaz de produzir tanto as crenças religiosas quanto os conhecimentos científicos, tanto a arte quanto o direito, tanto a moral quanto a técnica configurando assim, o comportamento humano no seu meio social. Hoje a cultura se confunde com o modelo de existência da sociedade. Ela é entendida, também, como o espelho que a representação social dá de si mesma.
Ora, na sua origem, no entanto, o sentido da cultura não tem nada a ver com a determinação social ou com sua teorização sociológica. Nenhum termo grego ou latino corresponde ao que hoje chamamos com esse nome. O termo grego, paideia, por exemplo, que para mim é limitado, refere-se à formação e à educação da criança até a idade adulta. Quanto ao latim cultura, saído do verbo colere, na origem possui unicamente o sentido de agricultura. O homem cultivado é aquele que sabe cuidar de sua alma como se lhe prestasse culto, de modo a habitar o mundo à maneira de um ser humano e não de um animal. A cultura é assim, na origem, o culto da alma e não está de forma alguma ligada à produção de objetos e nem ligada à criação de obras de arte. Não se trata de fabricar um objeto exterior a si, segundo o modelo do artesão, mais de cuidar da alma como se cuida do campo, segundo o modelo do agricultor. (clique no titulo para ler mais...)

José João Neves B. Vicente- josebvicente@bol.com.br
Filósofo, pesquisador, professor da Faculdade de Ciências e Educação de Rubiataba (FACER), do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz (IFTSC) e Editor da Revista Facer.

ESTAMOS DE VOLTA