Thursday, May 8, 2008

Bébé encontrado morto no contentor de Lixo

Cidade da Praia, 07 Mai (Lusa) - O corpo de um recém-nascido foi hoje encontrado no lixo, num bairro da Cidade da Praia, com sinais de estrangulamento.
Segundo a TCV, televisão de Cabo Verde, o corpo foi encontrado no Bairro da Terra Branca, dentro de um saco de plástico e ainda com a placenta, por uma pessoa que vasculhava o lixo.
A criança, tinha um fio de electricidade enrolado ao pescoço, o que indica que terá sido estrangulada.
A Polícia Judiciária tomou conta da ocorrência e o corpo foi levado para o Hospital Agostinho Neto, na capital, para posterior autópsia.
(In Lusa)

Nota pessoal: Esta trite cena se deu a poucos metros da nossa casa. Uma multidão lamentava ver o quadro de, quem sabe, uma futura médica, de uma futura Ministra da Educaçao, de uma presidente da Republica ou de uma pastora. Porque foi morto, já não vai servir ao nosso mundo. Nós perdemos um ser humano como nós. Triste, muito triste. Mais palavras para quê?

Formatura do Seminarista António Marcelino Barbosa

Em 1966, o Seminário Nazareno entregou ao distrito de Cabo Verde mais um jovem recém-formado.
Tratou-se, desta vez, do pastor António Barbosa Vasconcelos, natural de Ponta Verde, ilha do Fogo.
Com pouca idade, veio para Praia para ficar ao cuidado da tia divido ao falecimento da mãe. Ainda bastante jovem, entrou para a Imprensa Nacional.
A trabalhar e a estudar, foi levado à Escola Dominical da igreja da Praia aonde veio encontrar com o Salvador.
O Senhor o salvou e o chamou. Ele respondeu “sim” e até o dia de hoje, passados 42 anos, está no seu posto. Apesar da condição de reformado, ainda se encontra em boa forma a dar a sua colaboração na igreja de Achada.
Temos dificuldades em encontrar atributos para qualificar o nosso estimado irmão Rev. António Barbosa Vasconcelos. Mas um nos parece lhe encaixar perfeitamente: Ele é inteligente.
Este é mais um capítulo da nossa rica história.

Rev. Adalberto Leite é aniversariante

O nosso irmão Rev. Leite faz anos hoje. Ele é natural de Porto Novo, tido como “menino bonito” da nossa saudosa D. Gregória de Jesus. Ele deixou Cabo Verde em 1984 com destino traçado para o Brasil na companhia da sua família. Actualmente é pastor em Portugal.
De Cabo Verde enviamos um disco ao nosso irmão Rev. Adalberto Leite com desejos de muitas felicidades até um dia se Deus quiser.

Dia Global de Oração

Caros irmãos :

Saudações bem amigas.
No domingo, Dia de Pentecoste, há um programa mundial de oração. Aqui em Santiago, mais precisamente na capital, estaremos reunidos no cinema da Achadinha, pelas 17,00 horas.
Nós de Palmarejo estaremos presentes, com a ajuda de Deus.
Em Cristo,
Armando Sá Nogueira

Wednesday, May 7, 2008

Apresentação do livro "O mal do século"


É com imenso prazer que apresentamos aos leitores o livro "O mal do século", cujo autor é o nosso colunista José João Neves B. Vicente, Filósofo, pesquisador, professor da Faculdade de Ciências e Educação de Rubiataba (FACER), do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz (IFTSC) e Editor da Revista Facer

"O livro, O mal do século, é uma reflexão profunda e sistemática sobre a amplitude do massacre de homens feito por homens sob a falsa idéia da busca de uma sociedade perfeita liderada por Hitler (Nazismo) e Stálin (Comunismo). O livro mostra, ainda, como o seculo XX se transformou em um século de guerras e trincheiras, campos de concentração e arames farpados, prisões e perseguições, misérias e embrutecimentos, explorações e exterminações, mentiras, torturas, hipocrisias. Considerando o totalitarismo como o grande mal do século, o livro faz alerta para que os homens percebam que somente eles podem causar o mal aos seus semelhantes, assim como, tambem, são capazes de fazerem o bem e a segunda alternativa deverá ser sempre preferival. Afinal, devemos sempre lutar para preservar e defender a vida e a paz. Quem não preserva a liberdade e não defende a vida é um inimigo do mundo. Sempre quando o homem pensa, ele deve sempre colocar-se no lugar de todos os outros homens."

O livro foi publicado e é distribuido pela Editora Vieira, no Brasil.

Caso estiver interessado em adquirir uma cópia deste livro, queira contactor o nosso irmão José João Neves B. Vicente, pelo e-mail josebvicente@bol.com.br

Coluna do Dr. João Gomes

Neste período em que estou, no âmbito do Ministério dos casais da Igreja do Nazareno da Achada de S. António, a contactar vários possíveis locais para realizar o retiro anual da família, senti umas saudades enormes do vale de S. Francisco e dos acampamentos que ali se realizavam, principalmente dos dirigidos pelo «meu pai da fé», meu amigo e estimado irmão, Rev. Gilberto Évora. Também sinto saudades da juventude da Igreja do Nazareno da Praia, principalmente daquela dos meados dos anos 70, quando eu estava no início da minha adolescência!
Os acampamentos eram aguardados com tanta ansiedade que sentíamos um palpitar tão grande a modos de brotoejas na pele. Só de pensar em quem seriam os nossos companheiros nas tendas, nas pessoas que iríamos encontrar, qual seria o nome que daríamos aos dormitórios, quem seria o evangelista (daqueles que falam muito ou pouco?), enfim…, era o suficiente para nos dias anteriores, ficarmos sem dormir. E nunca os acampamentos deixaram de corresponder às nossas expectativas.
Efectivamente, sempre ficámos contentes com a distribuição das tendas e num acampamento memorável, fui acoplado ao Socorro Fontes (hoje Pastor em Mindelo), ao Victor Fontaínhas, ao Victor da D. Zizi e a mais um amigo cujo nome eclipsou-se da minha memória e a nossa tenda com o nome «mar del plata» ficou em segundo lugar na arrumação, actividade esta levada a cabo sempre com muita imaginação, deitando espantalhos nos catres e com folhas de palmeira a imitar as tendas dos emires e dos sheiks árabes. Fomos suplantados apenas por uma tenda (“Paloma Blanca”) de gente mais velha, composta pelo Guga Évora, Arlindo do Rosário e o Ney Bettencourt que tinham uma imaginação impar. Ah, e o colírio para os olhos que eram as campistas?! As nazarenas sempre foram bonitas, mas quem reinava como rainha absoluta dos nossos corações, era a “Kelinha” do Rev. Gilberto Évora que sempre foi a nº1 para nós, os adolescentes (e não só!). Nu tinha un fracu pa él! Eu, então…! Era só ela passar, que nós revirávamos os olhos, sonhando, sonhando…! Mas naquele tempo, a diferença de dois ou de três anos era muito e elas nem passavam cartão aos “garotos”. Quantas saudades!
Uma das características mais interessantes dos acampamentos de SF era a vigilância pretoriana do Rev. Évora que não dava um milímetro de possibilidade aos “cantores nocturnos” para dedicarem um verso às eleitas do coração, junto aos dormitórios delas. Quando pensávamos que ele estava a dormir, aventurávamos a sair das tendas e zás… uma luz da lanterna dele nos indicava de novo o caminho de volta para a caminha. E as desculpas de uma bexiga cheia também não pegavam. Quantas saudades! E que dizer dos saraus? Eram tantas as piadas, os sketches humorísticos, as paródias e as brincadeiras que o nosso abdómen chegava a pedir paz, pois já não podia contorcer-se mais com tantas gargalhadas. Igualmente, os evangelistas eram sempre bem escolhidos e tocados pelo Senhor, sendo raros os acampamentos em que não se convertiam pessoas, para o resto da vida. Eu sou uma delas! Quantas saudades!
Curiosamente, nos melhores acampamentos e sempre nos últimos dias, chovia torrencialmente, transformando todo o espaço num enorme lamaçal, dado o chão ser de terra batida. Depois de uma semana de enriquecimento espiritual fabuloso e de uma actividade lúdica formidável, estaria Deus a provar-nos? Não sei! Mas do que me lembro é de nunca essas intempéries terem feito mossa em nossa genuína alegria. Bem pelo contrário! Havia uma enorme solidariedade mútua, rapazes carregando as moças nas costas até o transporte, com a lama pelos joelhos, ajudando-as com as bagagens (as delas sempre em numero incrivelmente superior ao de toda a gente) e depois delas e dos casais pastorais estarem já a caminho da Praia, os rapazes e os rapazitos, ficavam para limpar tudo e esperar pelo próximo transporte. Numa ocasião, estando o camião a demorar, regressámos à Praia a pé, por S. Tomé e pelo caminho que ia ter ao aeroporto. Quantas saudades!
Que dizer, então, da juventude da Igreja da Praia desse tempo?! Quantas linhas sobre ela poderia eu escrever?! Como ela era dinâmica! Quanto talento! Dessa leva saíram muitos dos pastores e bons pregadores de hoje, inclusive o actual Superintendente Distrital. O Rev. Gilberto mantinha-a sempre em actividades, quer na igreja, quer fora dela! Quase que diariamente tínhamos actividades recreativas no salão da igreja, com muitos comes e bebes. Nas semanas de juventude, a Praia quase que parava, com a igreja repleta de gente e com musica e instrumentistas da melhor qualidade, muitos deles já com cds gravados. Numa dessas semanas juvenis, eu e o Djói Ferro conseguimos num só dia, recolher para o nosso grupo cerca de 30.000$00 junto às casas comerciais, e isso nos anos 70. Nos concursos bíblicos, a saudosa Fanny Araújo não dava hipóteses a ninguém! Quantas saudades! Por vezes, sinto vontade de imitar a grande fadista Amália Rodrigues e cantar «oh tempo, volta p´ra trás»! Recordar é viver!
João Gomes

Juniores da igreja da Praia


Esta foto data dos anos 60. É de um grupo de juniores a cantar na plataforma da igreja da Praia.

A legenda é nos praticamente impossível por não termos podido identificar nenhuma cara. Se houver quem nos puder ajudar, agradecíamos.

Este é mais um capítulo da nossa rica historia.

ESTAMOS DE VOLTA