Wednesday, January 13, 2010

Catástrofe em Haiti atinge a Igreja do Nazareno



O violento sismo que atingiu ontem à noite, dia 12, o Haiti, deixou um rastro inimaginável de destruição e tristeza. Testemunhas no local dizem que há pessoas correndo pelas ruas à busca de familiares feridos, desaparecidos ou mortos.
A igreja do nazareno que tem neste país, considerado o mais pobre do hemisfério sul, 118.000 membros e 11 distritos, encontra-se em assembleia distrital. Ontem, de manhã, o Superintendente Geral, Dr. J.K. Warrick, acompanhado de sua esposa, chegou ao Haiti para presidir várias assembleias de distrito. Todas as tentativas de comunicação apartir da nossa Sede nos EUA para saber o estado em que se encontra o nosso Superintendente Geral têm sido infrutíferas. Mais tarde, o Dr. Warrick conseguiu enviar uma mensagem escrita para a Sede dizendo que se encontra em segurança. Terá também informado que o Dr. Lucien Jean Baptiste, superintendente do distrito do Centro, local do epicentro da catástrofe, estava na estrada a caminho de uma assembleia distrital, e até o momento não se sabia nada dele. Não há qualquer informação dos membros espalhados pelo país.
Bill Dawson, coordenador francês da área disse que a situação é muito grave.
Pede-se oração do povo Deus a favor dos nossos irmãos haitianos.
Para mais detalhes, leia em inglês, no seguinte link: http://www.ncnnews.com/nphweb/html/ncn/article.jsp?sid=10000023&id=10008830

Visita Especial de Iraque




Hoje, dia 13, a Epistolaonline atinge a cifra de 138 países que já visitaram o nosso blog. Iraque foi o país que, apartir de hoje, entra também na nossa estatística.
Dou as boas vindas a este visitante especial e que seja apenas a primeira de muitas outras que se seguirão.

AcampaDentro em Mindelo

A JNI Mindelo está aproveitando o feriado para se reunir num especial AcampaDentro. O vasto espaço do templo está recebendo neste momento algumas dezenas de jovens para passar a noite de 12 e o dia 13 de Janeiro em plena comunhão com Deus e com os irmãos. Segundo o presidente local, este encontro visa estreitar o relacionamento e firmar o compromisso com o Senhor. Várias actividades estarão sendo levadas a cabo desde cultos, temas, oficinas, meditação e claro, muita diversão que não pode faltar entre os mui simpáticos jovens de Mindelo. Eu estarei lá amanhã contribuindo com uma oficina em Marketing na Igreja com especial foco sobre a Publicidade. Estaremos publicando mais detalhes desta actividade com os esperados resultados.


Fonte: blog dos escravos

Tuesday, January 12, 2010

V.I.D.A. MISSION PRESENTATION


Rev. Adérito Ferreira na jornada pela paz



Hoje 12, no final da tarde, precisamente uma semana depois da barbárie que vitimou Dudu Teixeira, um grupo de familiares e amigos estiveram em uma jornada de paz na praça cruz de Papa, em Achada Santo Antonio.
Um numero sem fim de velas foi aceso pelos participantes que levaram trajes brancas em sinal de paz. A irmã da vítima homenageada, Dra. Teresa Amado, que falou em nome da família, apelou à paz. Queremos paz.
Na parte final, fez-se silêncio total para ouvir o pastor Aderito Ferreira, o mesmo que dirigiu o funeral do Dudu. Este disse que esta casta de males não se combate só com esta ou aquela medida. Disse mais: “Pode-se dizer tudo, mas apenas Deus tem a saída.
Todos almejam por esta paz que dura chegar.
Que Deus tenha misericórdia de nós.

PS: Fotos do Asemana


Audiência com o Presidente da República


Hoje, 12, o Superintendente do Distrito esteve no Palácio da Presidência para uma audiência com o mais alto magistrado da nação, Comandante Pedro Pires. Neste meeting, o Rev. Araújo fez-se acompanhar dos Reverendos Gastão Correia, Manuel Barros e José Heleno Pereira. Durante aproximadamente uma hora, os quatro ouviram do Presidente da Republica um conjunto de preocupações para o qual gostaria de continuar a contar com o precioso trabalho da igreja do nazareno. Ele desafiou-nos a atacarmos juntos os males que grassam a nossa sociedade.

O Rev. Araújo, em nome da igreja do nazareno, transmitiu à sua Excelência os cumprimentos de ano novo, reiterando a nossa disposição de continuar a servir a Deus e aos caboverdianos.
Foi um tempo muito proveitoso.
Deus abençoe o nosso Presidente da República, Comandante Pedro Pires.



CRISTIANISMO: NÃO SE ENGANE


No livro de João 8:58 está escrito: “Respondeu-lhes Jesus: em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU”. Em seu livro, Tratado teológico – político, Espinosa escreve: “... como andam quase todos fazendo passar por palavra de Deus as suas próprias invenções e não procuram outra coisa que não seja, a pretexto da religião, coagir os outros para que pensem como eles”.
Para o cristianismo somos todos “livres”. Mas, atenção! Não somos autores de nós mesmos: somos “criaturas”. Sendo assim, a nossa liberdade consiste, essencialmente, em submeter-se a Deus, como sabiamente ensinou Agostinho. Sendo assim, quem não reconhecer essa dependência cai, necessariamente, na ilusão da liberdade. Dentro da perspectiva cristã, o homem deve elevar-se à Deus e viver a Verdade e o Amor: Deus “criou” o homem para Ele. É como disse Agostinho: “Fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti”. Portanto, para o cristianismo o homem precisa procurar Deus, mas isso só será possível através do uso da sua liberdade, ou seja, a “união” entre Deus e o homem só é possível no campo da liberdade. O primeiro e o maior exemplo da livre submissão e do consentimento do homem ao ingresso de Deus em seu mundo decaído, como “Causa Recriadora”, foi o assentimento da Virgem Maria: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Portanto, a arrancada inicial para a regeneração humana foi dada através de um ato de liberdade e, de então para cá, ninguém merecerá a redenção a não ser por um ato livre, a exemplo de Maria.
Essas breves observações fazem do cristianismo uma religião singular, sublime e humana. Todavia, com a globalização da ganância e da vontade em transformar tudo em “capital”, institucionalizaram o cristianismo, expulsaram Cristo do seu seio, adulteraram os conteúdos do Evangelho da Graça e passaram a prometer não a salvação, a paz, a harmonia, o amor e a fraternidade, mas o enriquecerem em nome de Deus. Essas práticas gananciosas e desenfreadas não ameaçam apenas a essência do cristianismo, mas o mundo em si através de aumento da hostilidade, cobiça, inveja, mentira, ódio, violência, guerras e assassinatos.
Algumas “instituições religiosas” entendem que viver segundo o cristianismo significa caminhar, necessariamente, rumo à riqueza material. Assim, promovem shows, gritos, persuasão onde um “convertido” passa horas discursando sobre sua condição de “convertido” e não sobre Cristo, exibicionismo, insistência, disputas de audiências, acusações, testemunhos e demonstrações de curas forjados, exposição excessiva na mídia,... atitudes que deixam para o segundo plano, ou quem sabe, para plano nenhum, o compromisso de fé e vida com o Evangelho de Cristo. As expressões “evangélicos” e “evangelizar” se transformaram em “símbolos” dos “escolhidos” e da “diferenciação”. “Evangélicos” são considerados todos aqueles que pertencem a uma determinada “igreja cristã” (na sua maioria de origem protestante). Grosso modo, os “cristãos” não católicos e não necessariamente o Povo das Boas Novas de Cristo; “evangelizar”, significa insistir e, principalmente, contribuir para o crescimento numérico dos famosos “irmãos” e não necessariamente anunciar o Evangelho, levar às pessoas a consciência da Graça salvadora de Cristo e da possibilidade da experiência da liberdade salvadora, tanto na perspectiva individual, como também na comunitária, cujo resultado não é, aumentar o número de “irmãos”, mas uma nova criatura, que o Espírito da Graça, em Cristo faz nascer. Evangélico e evangelizar são possibilidades abertas para qualquer um. Não são privilégios da igreja X ou Y. Quem evangeliza, independentemente da igreja a que pertence é evangélico.
A cruz de Cristo representa a ausência da oposição, da mentira, do acúmulo de “riqueza material”, da ganância, da diferenciacao e da disputa. É um dom de Deus que habita doravante em cada um, como num “santuário” (1Co 1.18-24; 2.12; 3.16; 6.19). Todos os homens formam apenas um único corpo que se restabelece num só espírito. A Epístola aos gálatas será mais imperiosa na negação dos particularismos e dos interesses dos povos que encontram todos a salvação em Cristo: “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher: pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3.28). Ao que responde pela última vez, a Epistola aos colossenses: “Aí não há mais grego e judeu, cir cunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo em todos”(Cl 3.11). Esse homem que não é mais judeu, grego ou bárbaro, que se retira do espírito do mundo para receber, em seu santuário, o Espírito que vem de Deus é definido pela primeira vez por Paulo, como um “homem interior” que se apreende a si mesmo graças à “lei de Deus” (Rm 7.22). Portanto, enquanto para a tradição órfica grega, ainda presente em Platão (1975), o corpo era apenas o “túmulo” da alma e, portanto, um sepulcro vazio, o cristianismo ensina que o próprio corpo é um “santuário” que cada homem recebe de Deus de tal maneira que o Espírito de Deus habita realmente cada corpo.
“O homem interior” é mais profundo ainda, e insondável, pois ele se renova à medida que o corpo, esse “homem exterior”, se destrói (2 Co 4.16). Paulo toma como modelo do homem interior, de que fala ainda última vez na Epístola aos efésios, o que Pedro chamava “o ser escondido no fundo do coração” para designar o que tinha um “preço” no homem aos olhos de Deus. O homem novo ou o homem interior aparece assim, como um ser espiritual que o homem “batizado” descobre em si e que se enriquece a cada dia pela graça do Espírito Santo que o anima descendo nele. Portanto, não é o homem cuja meta é acumular “bens materiais”; não é o homem de disputa desenfreada; não é o homem ganancioso e interesse iro; não é o homem que aproveita da fraqueza e da falta de conhecimento dos outros para se beneficiar, não é o homem que entende ser a sua religião a melhor, não é o homem que se considera evangélico (protestante) ou católico, não é o homem rico nem pobre. Homens assim são inimigos e adulteradores do cristianismo. Para o cristianismo, o Espírito, pela Graça, vem preencher o homem que não é mais deixado na solidão. Assim, a interioridade paradoxal do cristão consiste na abertura ao totalmente outro, do qual sente a todo instante a glória, já que, segundo a fórmula de Paulo, “Ninguém de nós vive e ninguém morre para si mesmo” (Rm 14.7). É preciso discernimento para entender o cristianismo, para não ser escravo, enganado e usado para beneficiar interesses particulares sob a aparência ou a ilusão de estar sob a Graça salvadora de Cristo e experimentando a liberdade – salvadora.

José João Neves Barbosa Vicente – josebvicente@bol.com.br
Filósofo, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

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