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Tuesday, October 4, 2011

Rev. Daniel de Barros e D. Milú casaram-se numa quarta feira

Eis aqui mais trecho da obra - Retalhos da minha vida. (...)O meu pai deixou de me falar, a minha mãe dizia-me o indispensável e o ambiente em casa tornou-se pesado tremendamente difícil. Abro aqui um parêntesis para agradecer à minha irmã Dinora todo o apoio que me deu nessa altura, pois eu tinha de aguardar o seu regresso do trabalho para ter coragem de poder entrar em casa, após as aulas no Seminário Nazareno.
Nessa altura, perdi o apetite e com ele muitos quilos. Emagreci bastante, razão pela qual o meu pastor, Rev. Jorge de Barros, chamou o irmão e fez-lhe ver que esta situação nao podia continuar por muito mais tempo e que ele teria de tomar uma posição o mais depressa possível. 
Foi então que o Daniel resolveu ir falar com o meu pai que se encontrava a trabalhar em Chã de Alecrim, orientando a colocação de alguns postes de energia eléctrica. 
Convém salientar que, mesmo estando de relações cortadas comigo, o meu saudoso pai foi sempre muito amigo do Daniel e nunca deixou de o cumprimentar. Dessa conversa surgiu uma luz ao fundo do túnel. O meu pai mostrou-se mais acessível, aceitou o pedido de casamento, prometeu custear as despesas todas, mas... não entraria comigo na Igreja e nem assistiria à cerimonia.
No entanto, no sábado anterior ao dia do casamento, ele já nos tinha acompanhado ao Registo Civil, para assinar a autorização para o casamento, visto que eu era menor de idade.
Foram tempos difíceis, mas aos poucos foi normalizando até que, após tudo resolvido, casámo-nos numa quarta-feira, dia 10 de Abril de 1968, na Igreja do Nazareno do Mindelo.
A cerimonia religiosa foi realizado pelo Rev. Elton Wood com todos os pormenores, requinte e beleza de uma cerimonia de casamento, que só o Sr. Elton sabia fazer, como dizia toda a gente.
Nesse dia, o meu pai levantou-se, tomou o seu duche, penteou aquele cabelinho lindo e grisalho que ele tinha e vestiu o seu fato escuro. Foi aí que a minha mãe me disse para pedir-lhe para entrar comigo na Igreja. Já vestida de noiva, entrei no quarto dos meus queridos pais, falei com ele, pedi-lhe desculpas e, emocionados, abraçámo-nos e ele prontificou-se a entrar comigo na Igreja. Este foi o meu melhor presente de casamento.  
As bodas foram realizadas na sala de visitas da casa dos meus pais e, para aquele tempo, foi uma belíssima festa. Obrigado, Papá e Mamã.(...)  - extracto das páginas 26 e 27 do Retalhos da minha vida.
PS. Estando na Praia e desejando adquirir um exemplar do Retalhos da minha vida, favor entrar em contacto com a D. Maria José Miranda.

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