Thursday, January 1, 2009

É NECESSARIO PENSAR



"O homem de hoje tem facilidade para aceitar e repetir e, se agonia, quando a tarefa é refletir. Parece que tudo para ele está certo, é normal, é do jeito como aparece e não adianta querer pensar diferente.
O mundo parece tender para o reino da 'animalidade'. Para aceitação passiva e sem qualquer reflexão ou questionamento. No fundo, parece que o homem resolveu afirmar no seu íntimo: 'isso não é da minha conta; tudo isso é normal; o que eu penso não importa; o mundo foi sempre assim; não adianta querer fazer nada...'. Ora, com essa 'mentalidade' caminharemos para o caos. Pois, o assassinato, o roubo, o estupro, a corrupção, a falsificação, os atentados, as guerras, as mentiras, as catástrofes naturais, a miséria, a fome, a inveja, o ódio, o contrabando, os favorecimentos, o nepotismo, as propinas, as malandragens da política... serão vistos (alias, já estão sendo vistos assim, em vários paises do mundo) apenas como atos normais, que qualquer é capaz de praticar, pois fazem parte simplesmente do mundo dos homens."

José João Neves B. Vicente - josebvicente@bol.com.br.Filósofo, pesquisador, professor da Faculdade de Ciências e Educação de Rubiataba (FACER), do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz (IFTSC) e editor da Revista Facer.

PS: Para ler mais, favor clicar no título

Três Igrejas do Nazareno com Passagem de ano diferente

A passagem de ano foi de forma diferente para cerca de 60 irmãos das igrejas do nazareno de Almada, Casal Novo e Costa de Caparica que escolheram o Centro de Conferências de Casal Novo. O grupo formado por crianças, jovens e adultos retirou-se para o Centro, ontem à tarde, 31, ainda no ano passado, e só voltou este ano, há poucas horas (13h de Portugal).
Gostaram e prometeram nova dose para o próximo reveillon.

Igreja Embaixadores nos EUA cancela culto de fim de ano

A Igreja do Nazareno “Embaixadores” em Providence cancelou o culto de ontem, 31, véspera do fim do ano. Tudo estava preparado mas, a forte tempestade de neve não deixou outra alternativa.
A passagem de ano foi tranquila em todas as nossas igrejas, cá dentro e no exterior.
Possa Deus conceder-nos um 2009 cheio da sua Graça. Amem!

Profecias do Rev. Gilberto Évora


Para começar o ano em beleza, escolhemos este trecho do relatório do Rev. Évora, na qualidade de superintendente do distrito, à 30ª Assembleia Distrital que decorreu em Nova Sintra, de 3 – 7 de Agosto de 1983.
Há 25 anos, ele viu as salas de cinema em Cabo Verde às moscas. Exortou a igreja cabo-verdiana a chorar no altar. Uma profecia que vale a pena ser conferida.
Vejamos o enxerto:
(...) O Futuro ou o dia de amanhã
As perspectivas do futuro são desafiantes e alentadoras.
Tenho a certeza de que virão dias em que as grandes bichas em frente dos cinemas jamais existirão. Estou certo de que virão dias em os muitos bares da nossa terra proclamarão falência porque os fregueses desapareceram. Tenho certeza que um dia as muitas pistas de baile, sempre crescentes em nossa terra, transformar-se-ão em centros de evangelismo.
Tudo isso poderá acontecer quando a Igreja de Cabo Verde se erguer com Poder e Fogo Pentecostal para invadir Cabo Verde com uma nova dinâmica evangelística tal como os outros povos vêem praticando pelo Mundo. O êxito de uma igreja não depende do seu piano de ouro, mas do ouro vertido dos olhos, que se chama lágrimas. Molhemos os nossos altares. Sem consultar compêndios, sem emprestar pensamento alheios, cada ministro regresse à sua igreja e faça uso do texto mais curto da Bíblia – Jesus chorou (João 10:36). Choremos como Jesus chorou. O tempo exige que se deve falar menos e chorar mais. A esperança de Cabo Verde, a felicidade de Cabo Verde dependerá do seu povo convertido e santificado. Entendemos que tudo isso se torna possível quando choramos por um Cabo Verde assim como Jesus chorou por Jerusalém. (...)

“In Jornal da 30ª Assembleia Distrital, pag. 34, em Nova Sintra – Brava, 3 – 7 de Agosto de 1983”

Você será tentado a sacrificar sua esposa e família no altar do ministério

“É preciso divorciar-me da minha esposa para salvar meu ministério”, admitiu um pregador.
Tenho me afligido com o numero de divórcios entre ministros altamente considerados. Eles abandonam casamentos de muitos anos para salvar sua carreira ministerial que trabalharam tanto para construir.
Este pode ser exactamente o problema. Ao trabalhar tanto para construir um ministério, negligenciaram os seus cônjuges, a sua família. A família só ficou com os restos. Todos estavam fascinados pelo trabalho dele, mas não sua esposa. Ele deu conselho e perfeitos à pessoas estranhas, mas não deu nenhum em casa. O pastor dedicou-se ao seu ministério, e, em seguida, voltou para casa completamente desgastado. Tanto a esposa quanto os filhos que vivem debaixo do mesmo teto, assim como o pastor, tornaram-se órfãos emocionais.
Embora vivendo sob o mesmo teto e cultuando na mesma igreja, pastores e esposas frequentemente estão distantes e separados pela igreja, que drena todas as emoções, energia e vida de um pastor.
E quando os cônjuges reclamam, eles encaram a situação com a insuperável resposta: “Deus me chamou para fazer isto”. É difícil lutar com o cônjuge e com “deus” ao mesmo tempo. Enquanto a razão oficial estampada nos divórcios que acontecem no meio pastoral é apresentada como diferenças irreconciliáveis ou incompatibilidade, a verdadeira razão deveria ser: “cometi adultério com minha igreja”.
Eis uma pergunta que serve para formular tal questionamento: “De que adianta você ajudar incontáveis casamentos e perder o seu próprio? De que adianta grande número de pecadores serem salvas, mas você perder seus próprios filhos?”
“Eu odeio o divórcio, diz o Senhor, o Deus de Israel, e também odeio homem que se cobre de violência como se cobre de roupas, diz o Senhor dos exércitos”. (Ml. 2:16)

“In o livro – As verdades do Ministério, autor Larry Keefauver, pag. 44”

Porque me apraz o ano novo

Talvez deva começar explicando porque não me agrada o ano novo. Não me apraz porque:
Dá a alguns a ideia de que o tempo está dividido em porções em que uma termina e outra começa. O tempo é contínuo. Não é uma cadeia de salsichas que pode ser cortada segundo o gosto do que come.
Leva o homem a falar muitas mentiras. Visitemos as igrejas ou os lares, na intimidade, onde se fazem ao Senhor todas as espécies de promessas, que são o resultado do estado mental carregado de emoção. Na realidade, poucas são as promessas feitas desse modo que se cumprem. Assim, o homem habitua-se a mentir com todo o descaro.
Faz-nos conscientes da nossa idade. Dizem que as mulheres param de contar os seus anos depois dos trinta. Os homens igualmente bem o desejariam, mas, como são o “sexo forte”, passam a vida tragando o medo e o desgosto de não revelarem tanta aversão à velhice como as mulheres. Enfim, estas recusam tornar-se velhas, e os homens desenvolvem um complexo de inferioridade ainda que se acham superiores.
Por estas e muitas outras razoes, não me agrada o ano novo. Creio, realmente, que a vida me seria agradável se não houvesse estes lapsos de que hoje é Dezembro e amanhã é Janeiro. Mas, como a sucessão dos anos é inevitável, vejo-me forçado a dizer porque o ano novo me apraz.
Primeiro, Porque me dão sentido matemático de exame interno. Paro e penso no que fiz e no que me falta fazer. Valorizo as minhas acções à luz dos meus ideais e, se as encontro deficientes, procuro melhorá-las. Penso nos meus amigos e vejo se tenho sido amigo; medito nas minhas bênçãos e vejo se tenho sido grato; examino as minhas reacções no convívio com os demais e vejo se tenho sido critico ou negativo no meu procedimento; penso nos que trabalham comigo, para ver se os tenho tratado bem, ou se tenho sido demasiado rude nas minhas relações pessoais. Por tudo isto, o ano novo me apraz.
Segundo, agradam-me os princípios de Janeiro porque me oferecem a oportunidade de me aproximar dos meus ideais. Não sou o que devo ser e não penso como devo pensar, nem creio como devo crer; mas o ano novo leva-me a ajustar as minhas ideias e intenções aos meus desejos e, na identificação daquelas com estes, encontro, progresso. Devo aos meus o ser melhor cada dia, e devo ao meu Deus o ser mais semelhante a Jesus Cristo cada dia e cada ano que passa.
Terceiro, gosto do ano pela algaravia e gozo que proporciona ao homem quando se celebra o ano novo, abre-se um parênteses ao negativo desse mundo, esquecem-se os políticos, deixam-se na prateleira do olvido, ainda que por breve espaço de tempo, os perigos da guerra nuclear e das revoluções, as viagens à lua e as mudanças no governo, para se pensar no mais abstracto, mas real, que se chama a vida, a consciência, o bem viver e o bem-fazer.
Quarto, apraz-me o ano novo, porque me leva a pensar em Deus e em Jesus Cristo, meu Salvador. Esta vida não é apenas material, embora, para subsistirmos necessitemos do material. Nem tão-pouco esta vida é apenas progresso humano – é progresso e Deus; é progresso e paz espiritual; é progresso e os dons divinos de salvação, santificação e madureza no que se relaciona a Cristo.
Assim, embora não possa, por minha natureza peculiar, deixar de pensar no lado negativo dos anos novos, reconheço que há o lado positivo no que chamamos anos, meses e dias. E, posto que o mundo tem tido, desde tempos imemoriais, o desejo de celebrar o ano novo com grito e sinos, com foguetes e banquetes, com orações e promessas, - quem sou eu para mudar as coisa?
Portanto, estimado leitor, FELIZ ANO NOVO.

Por, Dr. Honorato Reza
“In Epistola, Vol 10, Nº 1, pág. 4 e 5, Janeiro/1966”

Cumes para 1962

“No primeiro dia do mês apareceram os cumes dos montes”

Este versículo tem uma aplicação especial para primeiro dia de um ano novo. O “décimo mês”, aqui, corresponde ao nosso Janeiro, e, portanto, o “primeiro dia”, é o nosso dia um de Janeiro. Que descoberta alegre – “a dos cumes dos montes” emergidos das aguas do dilúvio, naquele primeiro dia! Então, os montes falaram. Falaram que o dilúvio diminuía; que Deus não se esqueceu da sua promessa! Mas aqueles montes também nos falam no primeiro dia deste ano.
Que nos proporcionarão estes 366 dias, no tocante a alegrias e tristezas, a realizações ou frustrações, a saúde ou doenças, ao bem ou ao mal? Não podemos antever os vales escuros, as planícies verdejantes ou as vistas surpreendentes que os meses vindouros hão de nos revelar. Mas, verdadeiramente somos de Cristo, não andamos nunca na escuridão completa. Dos desconhecidos e nebulosas manhãs certas grandes verdades se apresentam à vista:
Primeiro, os cumes dos montes das Promessas Divinas resseguradas – as “grandíssimas e preciosas promessas” (II Pedro 1:4), certificando-nos da divina presença, protecção e provisão através dos dias vindouros. Oh, quão belos são os cumes banhados na luz esplendente!
Há também, os cumes das Possibilidades Espirituais. “A todos quantos O receberam deu-lhes (Jesus) o poder de serem” (João 1:12). “Tu és... Tu serás...” (João 1:42).
Tiremos das nossas mentes o encanto sentimental de “o que podia ter sido feito” e digamos de novo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fil. 4:13).
Alem destes, divisam-se os cumes dos novos Privilégios Cristãos: da Comunhão “com o Pai e com o seu Filho” (I João 1:3); de Alegria celestial, Paz e Direcção, dadas pelo Espírito Santo, e muitos mais!
Há os cumes das Oportunidades que nos desafiam. Como brilham já nesta alva do ano novo! Esquece-te das falhas do passado, a não ser para aprenderes delas que deves confiar mais em Jesus e menos em ti mesmo.
E, dominando todos estes, ergue-se ainda aquele cume coroado de glória – a Esperança da Vinda de Nosso Senhor. Quanto mais escuro se fizer o tempo tanto mais resplandecente se mostrará, dourando todos os amanhãs com a sua bela garantia de felicidade final!
Mas notemos: (1) Os cumes dos montes foram vistos da arca, que tipifica o nosso Salvador. Nenhum cume, assim radiante, saudará aqueles que não estejam n´Ele. (2) Foram vistos de Ararat, que tipifica a “Terra Santa”. Sem uma consagração verdadeira apenas pode haver uma visão imprecisa das verdades. (3) Foram vistos “do cume” de outra montanha. Temos de estar vivendo a uma altitude. Alguns vivem no “porão da arca”, no crepúsculo da fé, jamais sentindo uma verdadeira certeza. Deitados no porão do barco, ouvem o bater das ondas contra o casco do navio e, nervosamente, perguntam se este poderá resistir, se a salvação durará. Mas esta é uma incerteza que sufoca toda a alegria.
Crente amigo, ao entrares no Novo Ano, sobe para os andares superiores da arca e destes lugares superiores contempla o futuro com a “segurança da Fé”.

Por, Clifford Gay

“In Epistola, Vol 6, Nº 1, pág. 1 e 2, Janeiro/1962”

ESTAMOS DE VOLTA