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Thursday, July 26, 2007

COLUNA DO DR. JOÃO GOMES



GERAÇÃO “LIGHT”





«Não há nada como a profundidade para nos tornar insatisfeitos com as coisas superficiais»
A frase que encima este artigo está plasmada num livro muito pequeno em tamanho, mas enormemente interessante, intitulado “Intimidade com o Todo-Poderoso” de Charles R. Swindoll, cuja leitura, vivamente, aconselho a todos os que navegam por este site. Ao lê-lo, não pude deixar de concordar com esse escritor e à minha mente, logo, veio o título em epígrafe. Antes de prosseguir, devo esclarecer que a palavra inglesa do título não tem o sentido do substantivo “Luz” mas do adjectivo leve, superficial, ligeiro, frívolo ou trivial.
Efectivamente, a superficialidade tem tomado conta de quase tudo. Muitas das relações de amizade são frívolas e ligeiras, as relações amorosas tornaram-se superficiais, as opiniões são dadas de forma frívola, os pensamentos tornaram-se “light” e os discursos da mais diferente índole ficaram, confrangedoramente, rasas. No campo da alimentação e da bebida, talvez ocasionado pela excessiva preocupação com a figura física, tudo tornou-se “light”. É a Coca-cola “light”, é a manteiga “light”, é a água “light”, é o iogurte “light”, todos prometendo contribuir para a garbosidade do corpo. Só espero que nunca se invente cachupa “light”, pois cachupa que se preze tem de ter toucinho, chouriço, carne de vaca, de porco, atum, fava, feijão e outras iguarias que de “light” nada têm.
No reino espiritual, a superficialidade pode ser vista em muitas dimensões. No campo do louvor, por exemplo, há uma excessiva preocupação com as batidas que hipnotizam os sentidos, mas grande parte das letras não edificam, são leves. Algumas até são absurdas, como umaa que ouvi há uns tempos atrás que dizia qualquer coisa assim: «Deus estava namorando quando por mim se apaixonou». Imagine-se! E os nossos jovens (nem todos e não é sempre, justiça lhes seja feita) cantam coisas do género sem sequer preocuparem-se com a dimensão e o alcance das palavras que lhes saem da boca.
Outros, por este mundo fora, ao pregarem a Palavra de Deus, perdem imenso tempo a contar histórias infindáveis sobre a vida deles, e como as mensagens são superficiais, enchem-nas de ámens e aleluias, muitas vezes introduzidas sem sentido, esquecendo-se que ámen significa «assim seja» e aleluia «Deus seja louvado»! Então acontecem casos caricatos como o daquele que, no meio de uma pregação saiu-se com esta: «antes eu era um fora-da-lei, ámen irmãos?» e a congregação responde «ámen»! Quanta superficialidade, Meu Deus! Muitos passam anos da vida cristã sem ler um livro que aprofunde o seu conhecimento em relação às “coisas” do Reino, limitando a ler os mesmos salmos e os mesmos versículos, sem a preocupação de ser cristãos racionais, que entendem os fundamentos da Fé. Não estou afirmando que todos temos de ser intelectuais e ter o saber enciclopédico desse grande HOMEM de DEUS que é o Rev. António Marcelino Barbosa, mas estou pondo o acento tónico sobre a necessidade de aprofundarmos nosso entendimento sobre a Santa Palavra, para melhor compreendermos qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Para sermos mais profundos, temos de ter uma cada vez maior intimidade com Deus. Charles R. Swindoll no livro supra referido nos exorta a irmos mais a fundo e a não ficarmos satisfeitos com as coisas superficiais, pois a sabedoria de Deus é profunda, definida como “insondável” e “inescrutável” – Romanos 11:33. Quem se contentar em ser superficial, em ser “light” na sua relação com o Todo-Poderoso, jamais descobrirá imensas riquezas que estão escondidas. Afinal, o tesouro mais valioso é aquele que é encontrado depois de muito escavar. As pérolas não são muito valiosas por serem raras e serem encontradas a grandes profundidades? «O Senhor opera em domínios muito além da nossa capacidade de compreender, mas Ele espera que nós exploremos e experimentemos aquilo que está para além do óbvio» - op. cit. pág.15! Vamos procurar ser pessoas profundas e não geração “light”.
Deus vos abençoe!

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