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Thursday, March 25, 2010

Lugar-Comum

No dicionário de língua portuguesa da Porto Editora o título deste texto é  definido como expressão banal, ideia trivial e banalidade. Todos os dias nós somos bombardeados por lugares-comuns ditos por toda a casta de gente, trivialidades que nada têm de mal, pois eles fazem parte de qualquer língua. A única altura que eles me incomodam, profundamente, é quando quem os profere, pensa estar a transmitir algo impactante, quando na prática, eles não passam disso mesmo – de lugares-comuns. 
Na vida espiritual, há expressões ditas com tamanha superficialidade que me deixam pasmo. Querendo realçar a sua eventual posição de diferença em relação ao mundo, muitos cristãos, de forma desabrida, limitam-se a proclamar que «são da igreja, aleluia», que «foram salvos e santificados» logo são portadores de qualidades extraordinárias, em contraposto com aqueloutros que são da mais abjecta escória mundana. Quando eu pensava que «ser da igreja» fosse um testemunho vivo de um estilo cristocêntrico de vida, afinal para alguns, não passa de um título; ao invés de ser uma condição e um novo revestimento no comportamento, na acção e no pensamento, afinal para algumas dessas pessoas, é uma roupagem ou um mero símbolo. 
Certa vez, li uma história muito interessante. Uma criança perguntou ao pai: «Pai, o que é um cristão?». O pai dela respondeu «cristão é aquele que ama e obedece a Deus; ele ama seus amigos e vizinhos e até os seus inimigos. Ele ora constantemente, é gentil, amoroso, santo e está mais interessado na vida eternal do que nas riquezas deste mundo. Esse, meu filho, é um cristão». A criança ficou confusa, pensou um bocado e perguntou: «eu já vi algum?». 
Paulo no livro de 2 Coríntios 3:18 diz-nos o seguinte: «E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito». Já alguma vez fizeste a ti mesmo (a) esta pergunta: «com o meu falar e com o meu andar, tenho sido a imagem do Senhor?». Eu vos confesso que bastas vezes eu, olhando para mim mesmo, respondo: «não, Jesus em meu lugar, jamais teria feito isto ou dito aquilo». Aí, tenho tão somente de rogar a Deus por misericórdia, pedindo-LHE  que me ajude a, cada dia, ser mais como ELE. No entanto, eu também «sou da igreja», «estou na igreja» há muitos anos. 
Sejamos francos, há muitas pessoas «na igreja» com espírito mundano, havendo outras que, ao contrário, estando no mundo, não obstante não frequentarem «igrejas», são portadoras de qualidades de verdadeiros cristãos. Só lhes falta aceitarem Jesus como Salvador! Não é verdade? Porquê? Porque reflectem a beleza de Cristo em todas as áreas de suas vidas. Demonstram Cristo em todas as suas atitudes e acções. E, no entanto, não são «da igreja». Ser «da igreja» só deixa de ser lugar-comum quando as palavras coincidem com os actos; quando aquilo que dizemos é aquilo que vivemos.  
É engraçado! «Sou de Jesus, aleluia» mas ninguém me conhece como fazedor de diferença num mundo onde grassa a indiferença. «Sou da igreja, glória a Deus», contudo, nada faço ou demonstro que leve mais alguém a querer ser da minha igreja ou do meu Jesus. Quando outros olham para nós, será que vêem o verdadeiro reflexo de Cristo? Eles vêem corações cheios de amor para com aqueles que são odiados, corações perdoadores que não guardam ressentimentos, corações que não buscam seu próprio interesse? As palavras que ouvem da nossa boca são as que Cristo usaria? Ou elas são veículos de transmissão da amargura, rumores, negativismo e do veneno da dissensão?  
«Sou da igreja, aleluia», «sou de Jesus, glória a Deus». Lugar-comum ou reflexo de Cristo? Só cabe a cada um de nós responder, não com palavras, mas com acções! 

João Gomes

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