Caro Seminarista
Passam-se dez anos sobre a data da nossa formatura pelo Seminário Nazareno em Cabo Verde. Em marcha regressiva, forçando a memória e o tempo, venço 3.650 dias para reviver o glorioso 19 de Junho de 1966.
Vejo-me entre a primeira turma de formandos do referido Seminário, tomando parte na marcha processional, de passos lentos, medidos pelo largo de Handel. Junto à Plataforma, enquanto o Rev. Samuel C. Gay, numa voz solene, faz a invocação, os eflúvios da graça divina penetram suavemente até o âmago da nossa alma. A senhora Margaret Wood canta em solo Realidade, como que a chamar-nos à realidade do acto com todas as suas implicações. O Sr. Abel Rodrigues consegue electrizar as nossas mentes com o seu penetrante discurso. Entretanto, notas altissonantes tiradas pelo então seminarista, Jorge de Barros, do seu trombone, elevam a nossa meditação até a Cidade Santa. É o grupo de formandos, sob esta inspiração, recita em coro o salmo 19: “Os céus manifestam a gloria a Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos...”
Momento sublime!
As mãos do Director, Rev. James Elton Wood, que, em data anterior, havia apresentado a turma ao Superintendente Distrital, Rev. Earl Mosteller, recebemos um diploma.
O hino oficial do Seminário, ao Deus de Abraão louvai, foi entoado. A Deus toda a nossa gratidão e louvor. Então senhor augusto Miranda, um dos antigos professores do Seminário, pediu a bênção sobre os diplomados. Logo em seguida, a senhora D. Margaret Wood executou a marcha triunfal Tannhauser, de Wagner. Foi sob o impulso dessa marcha que deixamos o santuário para enfrentar, a partir desse dia memorável, a nova fase do nosso ministério, trazendo sempre bem presente o lema do Seminário:
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” – II Tim. 2:15.
O diploma conferido pelo seminário traz um selo doirado, contendo a imagem de uma Bíblia aberta sobre um ramo de oliveira... Sobre o meu coração conservo um selo vermelho! É o selo do sangue de Jesus. E guardo nele a palavra da verdade, que me traz a paz que transcende todo o entendimento.
Jovem seminarista: Trabalha para alcançar o teu dia glorioso. Depois, com a ajuda que a igreja do nazareno virá a oferecer-te, esforça-te por que o teu ministério de 10, 20, 30, 40 50 anos seja altamente profícuo
Com apreço e confiança,
António Nobre Leite
Junho de 1966
“In Epistola, Vol 10, Nº 5, Maio/1966”
Passam-se dez anos sobre a data da nossa formatura pelo Seminário Nazareno em Cabo Verde. Em marcha regressiva, forçando a memória e o tempo, venço 3.650 dias para reviver o glorioso 19 de Junho de 1966.
Vejo-me entre a primeira turma de formandos do referido Seminário, tomando parte na marcha processional, de passos lentos, medidos pelo largo de Handel. Junto à Plataforma, enquanto o Rev. Samuel C. Gay, numa voz solene, faz a invocação, os eflúvios da graça divina penetram suavemente até o âmago da nossa alma. A senhora Margaret Wood canta em solo Realidade, como que a chamar-nos à realidade do acto com todas as suas implicações. O Sr. Abel Rodrigues consegue electrizar as nossas mentes com o seu penetrante discurso. Entretanto, notas altissonantes tiradas pelo então seminarista, Jorge de Barros, do seu trombone, elevam a nossa meditação até a Cidade Santa. É o grupo de formandos, sob esta inspiração, recita em coro o salmo 19: “Os céus manifestam a gloria a Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos...”
Momento sublime!
As mãos do Director, Rev. James Elton Wood, que, em data anterior, havia apresentado a turma ao Superintendente Distrital, Rev. Earl Mosteller, recebemos um diploma.
O hino oficial do Seminário, ao Deus de Abraão louvai, foi entoado. A Deus toda a nossa gratidão e louvor. Então senhor augusto Miranda, um dos antigos professores do Seminário, pediu a bênção sobre os diplomados. Logo em seguida, a senhora D. Margaret Wood executou a marcha triunfal Tannhauser, de Wagner. Foi sob o impulso dessa marcha que deixamos o santuário para enfrentar, a partir desse dia memorável, a nova fase do nosso ministério, trazendo sempre bem presente o lema do Seminário:
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” – II Tim. 2:15.
O diploma conferido pelo seminário traz um selo doirado, contendo a imagem de uma Bíblia aberta sobre um ramo de oliveira... Sobre o meu coração conservo um selo vermelho! É o selo do sangue de Jesus. E guardo nele a palavra da verdade, que me traz a paz que transcende todo o entendimento.
Jovem seminarista: Trabalha para alcançar o teu dia glorioso. Depois, com a ajuda que a igreja do nazareno virá a oferecer-te, esforça-te por que o teu ministério de 10, 20, 30, 40 50 anos seja altamente profícuo
Com apreço e confiança,
António Nobre Leite
Junho de 1966
“In Epistola, Vol 10, Nº 5, Maio/1966”
No comments:
Post a Comment