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Friday, October 26, 2007

Coluna do Dr. Joao Gomes




VERDADE
«E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração; louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja, aqueles que se haviam de salvar» Actos, 2:46-47


Confesso que gostaria de ter tomado parte da igreja primitiva e poder usufruir dessa singeleza de coração com aqueles heróis, numa irmandade verdadeira e pura. Várias vezes, mesmo no mundo hodierno as igrejas começam dessa forma, para, paulatinamente, irem perdendo a emoção da conversão verdadeira, deixando a calosidade e o fundamentalismo tomarem lugar de destaque. Mas, é possível, hoje em dia, termos igrejas com aquela alegria e singeleza de coração de tempos idos? Em qualquer dicionário da língua portuguesa, encontramos o significado dessas duas palavras. Alegria é sinónimo de manifestação de contentamento, júbilo e satisfação, enquanto singeleza significa lisura ou sinceridade. Palavras lindas mas que têm de ser vivenciadas. Sim, a minha modesta resposta àquela pergunta é sim, é possível hoje, termos igrejas assim! Mas precisamos cumprir o requisito epigrafado neste artigo – o da VERDADE!
Li uma história muito interessante que gostaria de compartilhar convosco. Dois homens que viviam numa pequena aldeia entraram numa terrível disputa, sem solução à vista. Então eles decidiram ir falar com o sábio da aldeia. O primeiro dos homens foi ter com o sábio e contou-lhe a versão dele sobre o que se tinha passado. O sábio, depois de ouvir o primeiro homem, disse-lhe: «tens toda a razão». Na noite seguinte, o segundo homem foi chamado à presença do sábio e contou a sua versão da história. O sábio respondeu-lhe: «tens toda a razão». Mais tarde, a esposa do sábio ralhou com ele, dizendo: «Aqueles homens contaram-te duas histórias diferentes e tu disseste-lhes que ambos têm razão. Isso é impossível – ambos não podem ter razão». O sábio olhou para a esposa e disse: «tens toda a razão».
Muitas vezes a singeleza de coração e a alegria estão ausentes das igrejas porque fingimos que os problemas não existem, criamos uma espécie de paz podre, ao invés de, em verdade, procurarmos a raiz dos conflitos, e de forma dialogante, saudável, cada um respeitando a opinião do outro, alcançarmos as soluções necessárias. Todos não podem ter razão ao mesmo tempo. Pode haver diferença de pontos de vista e é bom que eles existam, senão a comunidade fica amorfa e monocórdica, mas é justamente nessa dialéctica de visões e de opiniões que reside a força de qualquer grupo, desde que cada um tenha a humildade suficiente para saber ouvir o outro! Dar razão apenas para agradar ou para aplacar exacerbados egos, mesmo sabendo que a pessoa está errada, cria dois problemas: (i) na igreja que se mantém sobre bases falsas e (ii) na pessoa que, sem reconhecer seus erros, não cresce espiritualmente nem consegue ser um elemento válido.
A VERDADE deve (tem de) ser também o vector principal nas relações entre os membros. Entre pastores e a liderança nacional e vice-versa; entre os pastores e as juntas locais e vice-versa; entre os líderes dos departamentos distritais, locais e as igrejas e vice-versa. Enfim, todos nós devemos ser verdadeiros uns para com os outros. Nada é mais perigoso que um sorriso dado, quando o coração de quem sorri, é amargo; nada é mais canceroso que um abraço dado, quando a (o) irmã(o) abraçada(o) faz parte da nossa lista dos mal amados; nada é mais peçonhento do que as fofocas levadas aos ouvidos de uns e pior ainda quando estes lhes dão crédito; nada é mais danoso à unidade que confere alegria e singeleza de coração do que escondermos as verdadeiras motivações das nossas acções, deixando toda a comunidade convencida de uma coisa, quando, na verdade, a coisa é outra coisa! O Apóstolo Paulo exorta-nos deste modo: «Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros» - Efésios 4:25.
VERDADE! Sejamos sempre verdadeiros, porque Jesus disse ser, além do Caminho e a Vida, também a VERDADE. Aceitar como o Mestre das nossas vidas, Aquele que é a personificação da Verdade mas manter o pensamento desconforme com o objecto do próprio pensamento, traduz a mais autêntica hipocrisia. Cultivemos a lisura e a sinceridade e alcançaremos a satisfação e o júbilo. Assim, cairemos nas graças do povo, lembrando que pelas portas do Céu, entrará a nação justa, e esta é aquela que observa a verdade – Isaías 26:2

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